31/01/2020

Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV)

No último dia de 2019, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta de casos de uma pneumonia misteriosa na cidade Wuhan, na China.

A primeira suspeita foi da relação das pessoas infectadas terem tido contato com um mercado de frutos do mar nessa cidade chinesa.

A hipótese mais provável é que a primeira transmissão para humanos tenha sido através da ingestão da carne de uma cobra. 

Desde então, o surgimento de novos casos evoluiu com grande velocidade e a primeira morte relacionada com esta nova mutação do vírus, aconteceu no dia 9 de janeiro.

Hoje, chegando aos últimos dias do mês de janeiro, já são 132 mortes e mais de 6 mil infectados na região chinesa.

Propagação

A propagação das notificações de infecções confirmadas pelo 2019-nCoV também tem evoluído rapidamente pelo mundo afora.

Já existem casos confirmados em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, França, Emirados Árabes, Austrália, Nepal e outros países da Ásia. 

O Novo Coronavírus ainda não é totalmente conhecido. Não está bem definido seu padrão de letalidade, mortalidade, infectividade e transmissibilidade.

Não existe vacina ou medicamento específico disponível. O tratamento atual é apenas de suporte e inespecífico.

Pelo fato de ter surgido na China, em uma região de alta concentração humana, faz com que seja muito fácil sua propagação (através do ar pela tosse ou espirros). 

Os principais sintomas são febre, tosse e dificuldade para respirar. Nos casos mais graves, a doença evolui com pneumonia, insuficiência respiratória e renal.

As crianças tem desenvolvido apenas formas mais leves da doença. Os óbitos tem acontecido em idosos com algum outro problema de saúde envolvido ou em pessoas com problemas de imunológicos. 

Situação no Brasil

Até a data atual (29/01/20), nenhum caso foi confirmado no Brasil.

Mas em vista de uma grande possibilidade da doença chegar ao país, e pelo fato de não existir tratamento específico ou vacina, a prevenção se faz importante para evitar a propagação e o contágio pelo Coronavírus.

Além de evitar viajar para regiões com alta concentração da doença, vale ressaltar as principais medidas preventivas:

        • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, principalmente após o contato com pessoas doentes. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
        • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
        • Evitar contato próximo e em ambientes fechados com pessoas doentes.
        • Ficar em casa quando estiver doente.
        • Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
        • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência. 

Essas medidas são válidas para o 2019-nCoV e para vários outros vírus também.

Dr. Rodrigo A. Furukawa

Pneumologista Pediátrico
CRM: 19892 RQE: 18793

POR Amare Pediatria Especializada
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